O litoral paulista já registrou aparições de animais marinhos incomuns, que chamaram atenção de moradores, pescadores e pesquisadores. Antes do recente caso do animal com aspecto de cobra em Ilha Comprida, outras espécies também surpreenderam por formas, cores e comportamentos pouco comuns.

Dragão azul
O Glaucus atlanticus é um molusco pequeno, com cerca de quatro centímetros, e cores vibrantes. Foi avistado em Bertioga e se destaca por caçar caravelas-portuguesas. Não é venenoso, mas pode liberar toxinas que queimam a pele. Possui mobilidade limitada, tornando-se vulnerável quando encalha na areia.
Caravela-portuguesa
A Physalia physalis aparece com frequência no Litoral Sul. Embora pareça um único animal, é uma colônia formada por vários pólipos. Seus longos tentáculos possuem células urticantes que podem causar lesões na pele e afetar o sistema nervoso. Fotografias em Bertioga registraram detalhes da espécie ainda viva.
Peixe-morcego
O Ogcocephalus vespertilio possui corpo achatado e formato triangular. Habita o fundo do mar e tem hábitos noturnos. Pode chegar a 30 cm de comprimento e foi encontrado em São Vicente, surpreendendo trabalhadores que limpavam a praia. Sua aparência lembra uma raia, diferindo de peixes comuns da região.
Peixe opah
Conhecido também como peixe sol, o Lampris é o primeiro peixe de sangue quente registrado. Pescado em Guarujá, chamou atenção por seu tamanho e raridade. A aparição de exemplares na costa paulista pode estar relacionada a mudanças climáticas. Apesar da importância científica, acabou sendo vendido em vez de estudado.
Peixe-balão
O baiacu (Tetraodontidae) se inflama quando ameaçado, mostrando comportamento defensivo. Encontrado em Itanhaém, assustou banhistas pela aparência exótica. É extremamente venenoso; a tetrodotoxina presente em um único animal pode ser fatal para várias pessoas, tornando-o um dos peixes mais perigosos do mundo.




