Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) indica que, de cada dez beneficiários do Bolsa Família em 2014, seis já deixaram o programa até 2023. A pesquisa foca na eficácia do programa em promover mobilidade social e foi divulgada em dezembro, no Rio de Janeiro. Essa mudança expressa o papel significativo do Bolsa Família em aliviar a pobreza e estimular a ascensão socioeconômica.
Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, a independência do Bolsa Família foi maior. Sete em cada dez jovens deixaram de receber o auxílio uma década após o início do estudo. Esse efeito é atribuído a fatores como melhorias na educação e no acesso à saúde.
Educação e Oportunidades de Emprego
O crescimento educacional e as oportunidades de emprego foram determinantes. Cerca de 28% dos jovens beneficiários conseguiram empregos formais, ressaltando o papel do programa na formação de capital humano. Vários ex-beneficiários saíram do Cadastro Único, indicando melhorias nas condições de vida das famílias.

Tendências Recentes de Mobilidade Social
A nova versão do Bolsa Família, que começou em 2023, também impulsionou a saída de famílias do programa. Até outubro de 2023, cerca de um terço das novas famílias beneficiárias não dependia mais do auxílio. Esse padrão reflete políticas públicas eficazes e condições socioeconômicas mais favoráveis.
Papel Essencial do Bolsa Família
O programa tem se mostrado crucial na redução da pobreza. Além de fornecer alívio financeiro imediato, ajuda a romper o ciclo de pobreza entre gerações. As exigências do programa, como manter crianças na escola e participações em cuidados de saúde, preparam os beneficiários para um futuro mais estável.
Os dados até outubro de 2023 afirmam que mais de 60% dos beneficiários iniciais saíram do programa, mostrando um marco importante na história da assistência social brasileira.





