Recentemente, a patente da semaglutida, substância ativa em medicamentos como Ozempic e Wegovy, expirou, levantando expectativas sobre a chegada de versões mais baratas no Brasil. Essa mudança poderia beneficiar muitos usuários que dependem dessas canetas emagrecedoras.
No entanto, apesar da queda da patente, a realidade é que as versões nacionais ainda não estão disponíveis nas farmácias. A previsão é que ao menos uma nova caneta seja aprovada até junho de 2026, após análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Situação atual das versões nacionais
Atualmente, existem 17 pedidos de registro de versões nacionais da semaglutida em análise pela Anvisa, mas nenhum foi aprovado até o momento. Os processos envolvem a avaliação rigorosa das substâncias, que são complexas e exigem um conjunto maior de dados para comprovar segurança e eficácia.
O Brasil ainda não possui uma norma consolidada para regulamentar medicamentos biológicos como a semaglutida, o que complica ainda mais o processo de aprovação. Três farmacêuticas estão em fase mais avançada com seus pedidos: EMS, Ávita Care e Cristália.
A EMS, por exemplo, investiu R$ 1,2 bilhão na produção nacional da semaglutida e está expandindo sua planta em Hortolândia (SP) para atender à demanda. A Anvisa está em contato com essas empresas, solicitando esclarecimentos sobre os estudos apresentados.
Elas têm até 120 dias para responder, e a expectativa é que uma dessas versões chegue ao mercado até junho. A expectativa é que a entrada de novas versões nacionais no mercado reduza os preços das canetas emagrecedoras. Atualmente, uma caneta pode custar em média R$ 1 mil.
No entanto, a diminuição dos preços dependerá da concorrência efetiva, que ainda não se concretizou. Ao contrário de medicamentos comuns, não haverá versões genéricas da semaglutida, mas sim biossimilares, que podem ser até 20% mais baratos.





