A ausência de um nome importante às vésperas de um grande torneio mexe com qualquer planejamento, ainda mais quando se trata de uma equipe que vinha encontrando equilíbrio no setor ofensivo recentemente. No entanto, a mudança abre espaço para novas possibilidades e também levanta dúvidas sobre quem realmente pode assumir determinadas funções dentro de campo.
A lesão de Estêvão acabou se tornando o ponto central dessa discussão, justamente por acontecer a menos de dois meses do início da Copa do Mundo. O jogador, que atua pelo Chelsea, rompeu o músculo posterior da coxa direita após duelo contra o Manchester United e agora tenta se recuperar sem cirurgia para não perder o torneio.
Sob o comando de Carlo Ancelotti, Estêvão vinha sendo peça fundamental, até mesmo liderando a artilharia da Seleção com cinco gols em sete jogos. Ele atuava pela ponta direita, com liberdade para flutuar, função que exige não só capacidade ofensiva, mas também participação na marcação, algo que pesa bastante na escolha do substituto.

Mudança de cenário no ataque
Com a possível ausência de Estêvão, o técnico italiano precisa reorganizar o ataque, ainda mais após já ter perdido Rodrygo por lesão. A tendência, no entanto, não favorece uma mudança radical no estilo de jogo, já que a comissão técnica busca manter um atleta com características semelhantes para atuar pelo lado direito.
Nesse cenário, nomes como Raphinha ganham força, podendo ser fixado na ponta direita ou até mesmo atuar em outras funções, dependendo da necessidade. Outra alternativa observada é Luiz Henrique, que atua pelo Zenit e já teve boas atuações recentes, inclusive sendo titular contra a Croácia.
Ao mesmo tempo, existe uma disputa intensa por espaço na lista final, que será divulgada em breve. Jogadores como Endrick, atualmente no Lyon, aparecem como opções interessantes, principalmente pelo bom desempenho recente, embora atuem em funções diferentes.

Por que Neymar fica fora dessa disputa
Apesar da expectativa de parte da torcida, o cenário não é favorável para Neymar assumir a vaga deixada por Estêvão. Isso acontece porque a função exercida pelo jovem exige intensidade defensiva e atuação constante pela ponta direita, características que não fazem parte do histórico do camisa 10.
Neymar nunca teve como principal característica a marcação, nem costuma atuar fixo pelo lado direito, o que dificulta sua adaptação a essa função específica. Justamente por isso, a tendência é que Ancelotti busque um jogador mais veloz e com maior capacidade de recomposição defensiva, algo considerado essencial no esquema atual.
Outros nomes também entram nessa disputa, como Rayan, que atua pelo Bournemouth e tem a seu favor justamente o fato de jogar pela direita. Além disso, Igor Thiago, do Brentford, vive grande fase, enquanto Lucas Paquetá pode se beneficiar de uma possível mudança no número de meias convocados.
Desempenho recente não ajuda
A situação de Neymar também passa diretamente pelo seu rendimento atual, que ainda não é considerado ideal para uma convocação. No momento, sua presença na Copa é tratada como improvável, justamente por depender mais de sua condição física e desempenho do que de vagas disponíveis na lista.
Em sua atuação mais recente pelo Santos, o camisa 10 teve uma participação discreta, apesar de quase marcar em uma cobrança de falta que acertou a trave. No entanto, não conseguiu evitar o empate sem gols contra o Coritiba, na Vila Belmiro, pelo jogo de ida da Copa do Brasil.
O resultado, inclusive, complica a situação do time para o confronto de volta, que será fora de casa. Até mesmo esse desempenho reforça o momento de incerteza envolvendo Neymar, que segue distante de garantir presença em mais um Mundial com a Seleção Brasileira.





