O Brasil pode fundar a “nova Petrobras” em breve. Isso acontecerá se o Projeto de Lei 1.733/2026 for aprovado. De autoria do deputado federal Rodrigo Rollemberg, do PSB, o texto propõe a criação da Terra Raras Brasileiras S.A., apelidada de Terrabras.
A empresa seria criada para colocar o Brasil em uma posição de referência na exploração e comercialização de terras raras. O país possui a segunda maior reserva que comporta o grupo de minerais essenciais para a fabricação de baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, smartphones, equipamentos médicos e tecnologia militar.
Naturalmente, a proposta gerou comparações com a Petrobras de imediato, tendo em vista que a estatal transformou o país em potência petrolífera. A Terrabras ficaria localizada em Brasília, funcionando como um elo entre o Governo Federal e o setor privado – sem a exigência de participação acionária da União nas empresas do setor.

Embora possua reservas de terras raras significativas no subsolo, o Brasil importa boa parte dos processados consumidos pela indústria. Ou seja, na prática a riqueza gerada aqui é enviada para fora, enquanto o que volta é o produto acabado. A empresa, portanto, seria tirada do papel para inverter essa lógica.
Brasil precisa de estatal para explorar terras raras
Conforme destacado anteriormente, o Brasil não aproveita todo o potencial que tem justamente por não contar com uma estrutura adequada. Mesma questão enfrentada antes da criação da Petrobras: ter o recurso natural, mas não poder explorá-lo.
Atualmente, a China controla a maior parte do processamento e domina o mercado de terras raras a nível global. Isso dá ao país asiático toda a vantagem no momento de negociar com as nações que estão em um patamar abaixo.
As chamadas terras raras nada mais são que um grupo de 17 elementos químicos essenciais para as tecnologias que definem a economia do século XXI. Avançar nesse mercado é dar um passo à frente economicamente.





