O mês de fevereiro começará com uma novidade para diversos brasileiros. A partir de segunda-feira (2), o Governo Federal dará início aos pagamentos da segunda parcela dos recursos retidos dos trabalhadores demitidos entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025, que optaram pelo saque-aniversário.
A liberação dos saldos remanescentes seguirá até 12 de fevereiro e beneficiará 822.559 trabalhadores. Ao todo, serão repassados R$ 3,9 bilhões. Os recursos foram autorizados em dezembro de 2025, por meio da medida provisória 1331 – foi o segundo ano consecutivo que o governo fez esse movimento para liberar o dinheiro.

Grande parte dos trabalhadores e trabalhadoras terão os valores creditados automaticamente nas contas cadastradas no aplicativo FGTS. Os que não possuem conta informada poderão sacar a quantia em terminais de atendimento, unidades do Caixa Aqui ou então em casas lotéricas.
Ao todo, 14,1 milhões de pessoas têm saldo disponível para saque. Desse total, 9,9 milhões possuem parte das cifras comprometida com empréstimo bancário, o que pode afetar no recebimento do valor integral. Já outras 2,1 milhões de pessoas têm o saque totalmente comprometido por esse motivo.
Ministro criticou saque-aniversário
Para o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o saque-aniversário representa uma crueldade para o trabalhador brasileiro. Isso porque quem adere a modalidade fica impedido de acessar o saldo do FGTS em caso de demissão.
“O saque-aniversário tem essa crueldade com o trabalhador e com a trabalhadora, que adere à modalidade e fica impedido de acessar o saldo quando perde o emprego. O FGTS é uma poupança individual criada para amparar o trabalhador nos momentos de desemprego, mas, na prática, ele não consegue acessá-la justamente quando mais precisa”, disse o ministro.





