Esta quinta-feira (5) deve ser marcada por uma intensificação do pedreiro militar de Estados Unidos e Rússia. Com o término do tratado START, os dois países devem começar a implantar mísseis adicionais de longo alcance e equipá-los com ogivas nucleares.
O tratado se encerra nesta quinta. Ele limita as duas nações a manterem o número de ogivas estratégicas implantadas a 1.550, com não mais de 700 mísseis e aviões bombardeiros implantados lançados por terra ou submarinos para colocá-los em ação.
O fim desse acordo, portanto, abre espaço para novas diretrizes. Ao que tudo indica, os dois lados farão as movimentações citadas anteriormente visando o aumento de suas armas nucleares. Isso, é claro, se não houver uma negociação de última hora neste sentido.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, até propôs que as partes mantenham os limites de ogivas existentes antes de uma definição a respeito dos novos passos a serem dados. Já Donald Trump, presidente estadunidense, não respondeu oficialmente a oferta de Putin.
Trump chegou a afirmar recentemente que se o tratado “se expirar, expira”, indicando que deverá ser substituído por um melhor. Mas, pelo menos por enquanto, não há nada certo nesse sentido, uma vez que o cenário atual é bem diferente de quando o START foi negociado, em 2010.
Estados Unidos estão de olho na China
Ainda a respeito do tema, o que preocupa os EUA é o crescente arsenal da China. O país asiático possui cerca de 600 ogivas nucleares e o Pentágono estima que esse número subirá para mais de mil até 2030.
Por isso, Trump fala em “desnuclearização” tanto com russos quanto com chineses. Pequim, no entanto, descarta falar sobre o assunto com os países que possuem arsenais nucleares mais significativos que o seu.





