Depois de ajudar os Estados Unidos na briga com a Rússia, o Reino Unido resolveu se aliar à China, principal rival do país norte-americano. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, desembarcou em Pequim, nesta quarta-feira (28), para fortalecer os laços políticos e comerciais entre os dois lados.
Ao lado de uma delegação de mais de 50 líderes empresariais, Starmer se reunirá com o presidente, Xi Jinping, e com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, ainda nesta quinta-feira (29). Depois, seguirá rumo a Xangai, onde se encontrará com executivos locais.

A visita do líder britânico pode ajudar a aparar as arestas entre as partes e estreitar os laços daqui em diante. O Reino Unido acusa Pequim de espionagem contra políticos e funcionários públicos e também aponta repressão do governo chinês em Hong Kong.
A China, por sua vez, vem demonstrando o interesse em colocar um fim às tensões. Já os Estados Unidos não gostam nada dessa aproximação, ainda mais em meio aos desentendimentos recentes com o bloco europeu e o desejo de afastar a influência chinesa dentro do Velho Continente.
Reino Unido ajudou os EUA
Nessas idas e vindas da política internacional, não faz muito tempo que os britânicos ajudaram os Estados Unidos. No início do mês, o Reino Unido ajudou os norte-americanos a apreenderem um petroleiro de bandeira russa no Atlântico Norte.
O petroleiro estava sendo escoltado por um submarino russo quando foi capturado. De acordo com o governo britânico, a operação foi previamente planejada.
A ação aconteceu no auge dos esforços de Washington para bloquear as exportações de petróleo da Venezuela, dias depois da captura de Nicolás Maduro, então presidente do país sul-americano, pelas forças estadunidenses.





