Enquanto o setor varejista brasileiro enfrenta oscilações e alguns empresários perdem espaço no mercado, Luciano Hang segue trajetória oposta. O fundador da Havan consolidou uma fortuna estimada em mais de US$ 4,8 bilhões, segundo a Forbes, e atribui parte dessa estabilidade à estratégia de diversificação de investimentos, que hoje vai muito além das mais de 160 lojas espalhadas pelo país.
Expansão para setores estratégicos
Nos últimos anos, Hang ampliou significativamente seu portfólio, distribuindo recursos entre jatos executivos, helicópteros, redes de postos de combustíveis e negócios imobiliários. A lógica é simples: reduzir riscos ao evitar a concentração de capital em um único segmento, especialmente em um setor tão sensível quanto o varejo — vulnerável a crises econômicas, juros altos e retração no consumo.

Aviação como ferramenta de negócios
Um dos pilares dessa estratégia é a frota de aeronaves montada entre 2009 e 2018. Entre os modelos, destacam-se o Bombardier Global 6000, adquirido em 2018 e avaliado em cerca de US$ 62 milhões, e o Challenger 350, de aproximadamente US$ 26 milhões.
A coleção também inclui três helicópteros Agusta AW-109, usados para deslocamentos rápidos, visitas a lojas e acompanhamento presencial das operações. Embora simbolizem luxo, essas aeronaves funcionam como instrumentos que ampliam a presença do empresário em diferentes regiões do país.
Postos, imóveis e a blindagem contra crises
Além da aviação, Hang reforçou investimentos em postos de combustíveis e imóveis — setores com comportamento menos volátil que o varejo. Essas frentes ajudam a garantir fluxo contínuo de receita, mesmo em períodos de queda nas vendas de produtos como eletrodomésticos e utilidades domésticas, proporcionando estabilidade à estrutura financeira consolidada ao longo das últimas décadas.
Estratégia de longo prazo
A diversificação foi construída como uma espécie de rede de proteção, capaz de manter a robustez do patrimônio independentemente do desempenho das lojas da Havan. Para especialistas, a estratégia evidencia uma visão madura de negócios: aproveitar momentos de prosperidade para preparar a empresa — e a própria fortuna — para novos ciclos econômicos.




