Um dos animais nativos do Brasil foi adicionado à lista de espécies ameaçadas de extinção da Organização das Nações Unidas (ONU). Trata-se da Ariranha (Pteronura brasiliensis), que vive na América do Sul e no território nacional, sendo comum do Pantanal e da bacia Amazônica.
Também conhecida como onça-d’água ou lontra-gigante, a Ariranha é a maior espécie de lontra do mundo, podendo chegar a 1,7 metro. Sem dúvidas, é um dos símbolos da diversidade ambiental brasileira. Mas que corre o risco de desaparecer em breve.
Pelo menos é isso o que indica sua entrada na lista da entidade internacional. A inclusão foi aprovada por unanimidade durante a COP15, conferência mundial realizada em Campo Grande (MS), no mês passado. A relação reúne animais migratórios ameaçados de extinção.

Essa ação deve resultar em medidas de proteção ao animal. Será feito um esforço internacional de proteção à espécie. Os países onde ela ainda existe terão de atuar de forma integrada, com ações coordenadas, com o objetivo de evitar o avanço do risco de extinção e, assim, garantir sua sobrevivência.
Vale destacar que não é de hoje que as Ariranhas estão ameaçadas. Décadas de caça furtiva para obter sua pele aveludada, principalmente entre 1950 e 1960, diminuíram bastante o número da população. Além do Brasil, os animais estão distribuídos por Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela.
Lista da ONU divide animais em extinção em 2 grupos
A relação da Organização das Nações Unidas divide os animais em dois níveis de proteção: o chamado Anexo I reúne os que já estão ameaçados e que passam a ter regras mais rígidas, enquanto o Anexo II abrange espécies que ainda não estão em situação crítica, mas que exigem monitoramento constante.
A medida em relação ao animal braisleiro foi apoiada por mais de 130 países que participam da COP15. O pedido de inclusão havia sido apresentado pela França, no ano passado, com apoio do Brasil e de outras nações.





