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Animal mais traficado do mundo tem uma língua de 25 centímetros e parece um dinossauro

Por Redação
28/12/2025

Com escamas duras que lembram uma armadura, cauda comprida e pés com garras afiadas, o pangolim parece ter saído direto da era dos dinossauros. Sua língua pode se estender até 25 centímetros, ajudando-o a capturar formigas e cupins com precisão. Apesar da aparência exótica, ele é um mamífero, não um réptil.

O fotógrafo e guia de safári Tristan Dicks, da África do Sul, compara o jeito de andar do pangolim ao de um pequeno T-Rex. “Eles caminham sobre as patas traseiras e mantêm as dianteiras levantadas. É como ver uma criatura do passado”, afirma. A imagem realmente impressiona quem tem a sorte de encontrá-lo na natureza.

Esses animais habitam o planeta há cerca de 80 milhões de anos, muito antes dos humanos surgirem. Mesmo assim, sua sobrevivência está em perigo. Das oito espécies conhecidas, todas estão classificadas como ameaçadas pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Infelizmente, esse animal é também o mamífero mais traficado ilegalmente no planeta. Sua carne é considerada uma iguaria em alguns países, e suas escamas — feitas de queratina, o mesmo material das unhas humanas — são usadas em medicamentos tradicionais sem qualquer base científica.

Créditos: Jupiterimages/Getty Images

Um símbolo da luta pela vida selvagem

A foto de um pangolim-de-Temminck feita por Dicks ganhou destaque na capa do livro 10 Years of Remembering Wildlife, que celebra uma década de registros incríveis da natureza. O projeto destina todo o lucro para ações de conservação ao redor do mundo, ajudando espécies em risco como o pangolim.

A ecologista Wendy Panaino explica que o comportamento tranquilo do pangolim o torna presa fácil. “Eles não correm, apenas se enrolam para se proteger, o que facilita a captura”, diz. Essa característica, que antes os mantinha seguros, agora contribui para sua extinção.

Entre 2010 e 2023, mais de 136 mil pangolins foram comercializados ilegalmente em quase 400 operações de contrabando. A China continua sendo o principal destino desse tráfico, mostrando como a ganância humana ameaça apagar uma das criaturas mais antigas e fascinantes da Terra.

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Informações direto da redação de variedades do Diário da Região.

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