O Santos Futebol Clube vive um momento de pressão dentro e fora de campo, justamente em meio a uma temporada marcada por altos e baixos. No entanto, mesmo após uma primeira janela bastante movimentada, a diretoria já projeta novos movimentos para tentar mudar o cenário atual.
Depois de seis reforços confirmados no início de 2026, o clube entende que ainda há lacunas importantes no elenco, até mesmo em setores considerados essenciais. Chegaram nomes como Gabriel Barbosa, Moisés, Gabriel Menino, Christian Oliva, Rony e Lucas Veríssimo, mas o desempenho coletivo segue irregular.
Cuca define prioridades para nova janela
Pressionado pelos resultados, o técnico Cuca se reuniu com a diretoria para traçar um plano claro para a próxima janela de transferências. A avaliação interna aponta a necessidade de até cinco contratações, algo visto como fundamental para elevar o nível competitivo da equipe.
A ideia é buscar reforços que atendam desde o sistema defensivo até o setor ofensivo, justamente por conta das dificuldades encontradas ao longo da temporada. O clube tentou avançar por alguns alvos recentemente, no entanto, não conseguiu concretizar negociações importantes.
A próxima oportunidade para inscrever novos jogadores será apenas a partir do dia 20 de julho, o que aumenta a urgência no planejamento. Até lá, o Santos só poderá registrar atletas livres no mercado, ou seja, sem vínculo desde antes de 26 de março.

Defesa e laterais viram preocupação interna
Um dos setores que mais preocupa é o defensivo, onde o clube chegou a monitorar o venezuelano Nahuel Ferraresi. No entanto, a negociação não avançou após o São Paulo Futebol Clube recusar um empréstimo, e o jogador acabou indo para o Botafogo.
Além da zaga, as laterais também exigem atenção, até mesmo por conta de limitações no elenco atual. Pela direita, Igor Vinícius segue como opção, mas a situação de Mayke incomoda internamente devido aos altos salários e problemas físicos recorrentes.
Já na esquerda, o cenário é ainda mais delicado, justamente após a lesão grave de Vinícius Lira, que rompeu o ligamento cruzado do joelho. Com isso, apenas Escobar está disponível, enquanto o jovem Rafael Gonzaga foi utilizado de forma emergencial por Cuca.
O clube também tentou a contratação de Juninho Capixaba, do Red Bull Bragantino, mas recuou diante da pedida considerada alta, na casa dos R$ 25 milhões. A negociação acabou esfriando, evidenciando as limitações financeiras enfrentadas.

Ataque também entra na lista de reforços
O setor ofensivo fecha a lista de prioridades, justamente pela insatisfação com o rendimento dos jogadores de lado de campo. A avaliação da comissão técnica é de que pelo menos dois pontas precisam chegar para elevar o nível da equipe.
Até aqui, nomes como Rony, Moisés e Benjamín Rollheiser não conseguiram se firmar como titulares absolutos. Isso reforça a necessidade de novas opções para aumentar a competitividade interna e dar mais alternativas ao treinador.
Todo esse movimento acontece em meio a um cenário conturbado fora de campo, o que também influencia diretamente o planejamento. O presidente Marcelo Teixeira enfrenta dificuldades financeiras e chegou a colocar o CT Meninos da Vila como garantia em uma dívida milionária envolvendo Neymar.
Diante disso, o Santos tenta equilibrar ambição e realidade, justamente para não comprometer ainda mais sua situação financeira. Ainda assim, a expectativa é de um novo pacotão de reforços no meio do ano, em uma tentativa clara de mudar os rumos da temporada.





