O Banco do Brasil começou a liberar para os correntistas um novo tipo de investimento criado para quem busca praticidade, previsibilidade e possibilidade de aplicar quantias baixas. A novidade envolve o Tesouro Reserva, título público ligado à taxa Selic e lançado oficialmente nesta segunda-feira (11).
O produto foi desenvolvido em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional e vinha sendo testado por alguns clientes da instituição financeira. Agora, com o início da oferta ao público geral, o investimento passa a ganhar espaço como alternativa para reserva financeira e aplicações conservadoras.
Novo título quer atrair investidores iniciantes
O Tesouro Reserva chega ao mercado com aplicação mínima de apenas R$ 1, algo visto por especialistas como um incentivo importante para novos investidores. Além disso, o sistema permite resgates a qualquer momento do dia, inclusive aos fins de semana, com possibilidade de transferência via PIX.
Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo do produto é oferecer simplicidade e previsibilidade para quem deseja guardar dinheiro com segurança. O vencimento do papel será de três anos, no entanto, o investidor poderá retirar os valores quando quiser, sem descontos sobre o montante aplicado.
Outro ponto destacado envolve justamente a ausência da chamada marcação a mercado, mecanismo que costuma provocar oscilações nos títulos públicos tradicionais. Na prática, isso significa que o valor investido não sofrerá mudanças bruscas entre o momento da aplicação e o resgate.
Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, afirmou que a novidade aproxima o Tesouro Direto da experiência encontrada em fintechs e plataformas digitais. Já Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, destacou que o produto busca unir rentabilidade com segurança para os investidores.
Concorrência com CDBs e caixinhas digitais
Como o rendimento será atrelado à Selic, atualmente em 14,50% ao ano, o Tesouro Reserva passa a disputar espaço com CDBs, poupança, LCIs, LCAs e até mesmo as chamadas caixinhas digitais dos bancos. Ainda assim, especialistas avaliam que o mercado continuará competitivo.
Edson Mendes, sócio-fundador da Private Investimentos, lembrou que alguns CDBs e letras de crédito podem oferecer retornos maiores e até isenção de taxas. Mesmo assim, ele considera que o novo modelo pode atrair investidores interessados em praticidade e acesso facilitado.
O investimento seguirá a tabela regressiva do Imposto de Renda para renda fixa, com alíquotas entre 22,5% e 15%, dependendo do tempo da aplicação. Além disso, haverá cobrança de IOF para retiradas feitas antes de 30 dias e taxa de custódia da B3 acima de R$ 10 mil.

Banco do Brasil também amplia renegociação de dívidas
Enquanto libera a nova modalidade de investimento, o Banco do Brasil também anunciou resultados ligados ao Novo Desenrola. Em apenas dois dias, a instituição renegociou mais de R$ 430 milhões em dívidas, incluindo operações para famílias, empresas e produtores rurais.
O banco informou que parte relevante das renegociações ocorreu dentro das linhas do Desenrola Empresas, Pronampe e Procred. Além disso, clientes fora do programa federal também receberam condições diferenciadas, justamente em meio ao avanço das medidas contra o endividamento no país.





