O assessor especial da presidência, Celso Amorim, enviou um alerta aos brasileiros após o estouro do conflito no Oriente Médio. Segundo o braço direito de Lula, o país deve se preparar para o pior envolvendo a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior. O Irã historicamente fornece armamento para grupos xiitas que estão em outros países, além de grupos radicais”, disse, em entrevista concedida à GloboNews.

Amorim vê “aumento vertiginoso das tensões” no território depois dos ataques feitos por EUA e Israel e da retaliação do Irã, no fim de semana. O embaixador afirmou que pretende falar com o presidente a respeito do assunto e destacou o encontro que o mandatário terá com Donald Trump em breve.
“Estamos a poucos dias do encontro do presidente com Trump. É sempre difícil encontrar o equilíbrio entre a verdade e a conveniência. Não perder a capacidade de diálogo sem comprometer a credibilidade exige destreza”, acrescentou o assessor.
Brasil condenou ataques de EUA e Israel
Em comunicado, o Itamaraty condenou os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel, realizados no último sábado (28), contra alvos no Irã. O governo brasileiro falou em “grave preocupação” a respeito da escalada do conflito no Oriente Médio.
O Brasil considera que o único caminho viável para a paz na região é o início de um processo de negociação entre as partes e pediu para que “todas as partes respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção”.
Nesta segunda, o Itamaraty publicou uma nova nota, desta vez prestando solidariedade aos países impactados por ataques retaliatórios do Irã. O documento solicita a interrupção de ações militares na região do Golfo, mas sem citar diretamente os EUA e Israel.





