A Índia está em negociações com Brasil, Canadá, França e Holanda para firmar acordos voltados à exploração, extração, processamento e reciclagem de minerais críticos, considerados estratégicos para a transição energética.
Entre os principais recursos estão o lítio e as terras raras, matérias-primas essenciais para baterias, veículos elétricos e tecnologias de energia limpa. As tratativas, conduzidas pelo Ministério de Minas da Índia, buscam garantir fornecimento estável e de longo prazo.
O país pretende ampliar parcerias internacionais e fortalecer sua posição no mercado global de minerais estratégicos. A iniciativa segue o modelo de um acordo já firmado com a Alemanha, focado no desenvolvimento de ativos minerais.
A movimentação ocorre em meio à forte dependência indiana da China, que domina grande parte da produção e do processamento global de minerais críticos. Diversificar fornecedores tornou-se prioridade para reduzir riscos geopolíticos e garantir segurança energética.

Diversificação e estratégia global
Além das negociações com Brasil, Canadá, França e Holanda, a Índia já assinou acordos com Argentina, Austrália e Japão, e mantém conversas com Peru e Chile. O objetivo é ampliar o acesso a reservas minerais e reduzir a vulnerabilidade diante da concentração do mercado.
O Canadá, por exemplo, deve formalizar cooperação nas próximas semanas. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, planeja visitar a Índia para assinar acordos que envolvem urânio, energia e minerais críticos.
Especialistas destacam que projetos de mineração exigem tempo e investimentos elevados, podendo levar de cinco a sete anos até a operação efetiva. Ainda assim, a estratégia indiana reflete um movimento global de grandes economias para diminuir a dependência das terras raras chinesas e assegurar insumos essenciais para o futuro energético.





