O Brasil ocupa a quarta posição no ranking de liberdade de imprensa nas Américas, conforme divulgado pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). Este ranking avalia a situação da liberdade de expressão e imprensa em 23 países da região. O Brasil é superado apenas pela República Dominicana, Chile e Canadá.
Os Estados Unidos registraram uma perda significativa de 22,65 pontos, o que representa a maior queda entre os países avaliados. A deterioração das condições para o exercício do jornalismo nos EUA foi atribuída à retórica negativa contra a imprensa e a eliminação de salvaguardas institucionais.
Situação na América Latina
A SIP também destacou que a média global de liberdade de imprensa atingiu 47,13 pontos, o nível mais baixo desde a criação do indicador. O estudo revela uma tendência de deterioração tanto em regimes autoritários quanto em democracias consolidadas.
O diretor executivo da SIP, Carlos Lauría, afirmou que essa situação reflete pressões políticas, violência e assédio judicial que afetam o trabalho dos jornalistas em toda a região. A República Dominicana lidera o ranking com 82,17 pontos, sendo a única nação classificada na categoria “Com Liberdade de Expressão”.
O Chile, Canadá, Brasil, Uruguai e Jamaica seguem como os países mais bem posicionados. Apesar disso, o relatório ressalta que muitos países enfrentam desafios significativos para fortalecer a proteção dos jornalistas e revisar estruturas legais que limitam a liberdade de expressão.
Na parte mais crítica do ranking, a Venezuela e a Nicarágua ocupam as últimas posições, com 7,02 e 18,22 pontos, respectivamente. A SIP denunciou a censura sistemática na Venezuela, que resultou no fechamento de mais de 400 estações de rádio e na prisão de jornalistas.





