Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, tomou uma decisão nos últimos dias que irá favorecer e muito o Brasil. Trata-se de alterações nas tarifas comerciais impostas pelo mandatário do país norte-americano ao longo do ano passado, que chegaram a 50%.
Brasil e China aparecem como os maiores beneficiados, conforme consta no relatório da Global Trade Alert, organização independente que acompanha políticas de comércio internacional. O Brasil terá a maior queda nas tarifas médias, com redução de 13,6 pontos percentuais para produtos nacionais.

Utilizada por Trump como base jurídica para o tarifaço, a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) foi invalidada pela Suprema Corte. O presidente estadunidense, porém, recorreu à Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza a imposição de tarifas de até 15%.
As novas taxas passam a valer a partir desta terça-feira (24). Vale destacar que existem exceções para determinados setores, como os de minerais críticos, produtos agrícolas e componentes eletrônicos. Os aliados estratégicos dos EUA são os que vão enfrentar tarifas médias mais elevadas nessa redistribuição das tarifas globais.
Brasil celebrou queda nas tarifas de Donald Trump
Após a decisão dos EUA, o vice-presidente Geraldo Alckmin avaliou positivamente o novo cenário. Ele, que comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, afirmou que a derrubada do tarifaço coloca o Brasil em condições equivalentes as de seus concorrentes internacionais.
“Foi positivo. Acho que tem uma avenida de negociação com a ida do presidente Lula agora em março aos EUA para a gente conseguir abordar ainda questões não tarifárias. Mesmo com a alíquota de 15%, como é igual para todo mundo, não perdemos competitividade. Em alguns setores, ela zerou. Zerou para combustível, carne, café, celulose, suco de laranja, aeronaves”, declarou.









