O Brasil pretende pegar bilhões de reais emprestados com o New Development Bank (NDB), conhecido como o “Banco do Brics”. O pedido de autorização para contratar a operação de crédito foi encaminhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Senado Federal recentemente.
De acordo com o texto, os R$ 20 bilhões pretendidos serão destinados ao custeio parcial de um projeto do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com previsão de aporte nos Fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Centro-Oeste (FDCO) e do Nordeste (FDNE).
Desde o início do atual mandato de Lula, o governo brasileiro já pegou por volta de R$ 20 bilhões em financiamentos com a instituição presidida pela ex-presidente Dilma Rousseff desde 2023. Desse montante, R$ 5 bilhões correspondem a um empréstimo firmado diretamente pela União no mesmo ano.

Pouco depois, mais R$ 8,5 bilhões foram aprovados. Já em 2024, um outro financiamento de aproximadamente R$ 5,7 bilhões foi autorizado. As cifras foram usadas para financiar políticas públicas, auxiliar na recuperação da economia, abastecer projetos sustentáveis e reconstruir o Rio Grande do Sul após as enchentes.
Senado do Brasil precisa aprovar novo empréstimo
Para que mais R$ 20 bilhões entrem nos cofres brasileiros, por assim dizer, é necessária a autorização do Senado. É assim que determina o regimento para operações de crédito externo firmadas pela União.
Os empréstimos realizados junto ao New Development Bank preveem o pagamento ao longo de vários anos, com incidência de juros sobre o saldo devedor. Parte das operações é feita por bancos públicos ou direcionada a estados e projetos específicos, muitas vezes com garantia da União.
Conhecido como o Banco do Brics, a instituição financeira foi criada em 2015 pelos países do grupo, incluindo o Brasil, com a finalidade de financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável.





