O prazo para resolver pendências importantes está se aproximando e, no entanto, muita gente ainda não percebeu o impacto direto dessa situação no dia a dia. Justamente por isso, especialistas alertam que deixar tudo para a última hora pode trazer consequências que vão além do esperado.
O assunto envolve a necessidade de regularização do título de eleitor até o dia 6 de maio, conforme determinação da Tribunal Superior Eleitoral. Esse limite existe justamente por causa da Lei das Eleições nº 9.504/1997, que estabelece o fechamento do cadastro eleitoral 150 dias antes do pleito marcado para 4 de outubro de 2026.
Prazo se aproxima e número de pendências chama atenção
No interior paulista, cidades como Presidente Prudente, Bauru, São José do Rio Preto, Itapetininga e Sorocaba somavam mais de 82 mil títulos cancelados até esta quinta-feira (16). Esse cancelamento ocorreu, justamente, pela ausência dos eleitores nos três últimos pleitos.
Os números revelam um cenário que exige atenção imediata, até mesmo porque o eleitorado apto nessas cidades ultrapassa 1,4 milhão de pessoas. Em detalhes, Sorocaba lidera com 520.539 eleitores, seguida por São José do Rio Preto com 338.328 e Bauru com 274.122.
Quando o assunto são os títulos cancelados por ausência, Sorocaba novamente aparece no topo com 25.488 casos, enquanto São José do Rio Preto registra 23.734. Bauru soma 18.806, Presidente Prudente tem 8.978 e Itapetininga aparece com 5.589.
Além disso, há ainda os casos ligados à revisão biométrica, que também impactam a situação eleitoral de milhares de pessoas. Presidente Prudente contabiliza 14.538 títulos nessa condição, enquanto Sorocaba soma 22.273 e Itapetininga registra 6.455.

Consequências do título irregular
Manter o título irregular não afeta apenas a participação nas eleições, no entanto, os efeitos práticos podem surpreender muita gente. Quem não regularizar a situação pode enfrentar restrições legais que interferem diretamente na vida profissional e pessoal.
Entre os impedimentos estão a impossibilidade de participar de concursos públicos e até mesmo de receber salários em empregos públicos. Além disso, o cidadão fica impedido de concorrer em licitações e processos administrativos.
Outro ponto que chama atenção é a dificuldade para obter documentos importantes, como passaporte e carteira de identidade. Até mesmo a renovação de matrícula em instituições públicas de ensino pode ser bloqueada nessa situação.
Por fim, a falta de regularização impede a comprovação de quitação de obrigações legais, o que pode gerar transtornos adicionais. Justamente por isso, o alerta dos órgãos eleitorais tem sido reforçado nos últimos dias.

Atendimento muda nos últimos dias do prazo
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, a expectativa é de aumento significativo na procura pelos serviços eleitorais na reta final. Isso ocorre, justamente, porque muitos eleitores deixam para resolver a situação apenas nos últimos dias.
Até o dia 30 de abril, o atendimento presencial pode ser feito mediante agendamento prévio em qualquer cartório eleitoral. O processo envolve selecionar “Novo Agendamento”, escolher o município ou CEP e verificar a disponibilidade de vagas na zona eleitoral.
Já entre 1º e 6 de maio, o atendimento passa a ser realizado exclusivamente por ordem de chegada. Esse formato tende a gerar filas e maior tempo de espera, o que reforça a recomendação de antecipar o procedimento.
Para quem já possui biometria cadastrada, existe ainda a opção de utilizar o autoatendimento online até o último dia do prazo. Nesse sistema, é possível atualizar dados, alterar local de votação, solicitar transferência e até mesmo escolher uma seção acessível sem sair de casa.





