Manter um presídio funcionando exige não só estrutura e trabalho. Também é preciso fazer um investimento alto por mês, que resulta em um prejuízo gigante. Pelo menos é isso o que mostra o painel Custo do Preso, da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), que é vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Segundo os dados, o custo médio de cada detento nos presídios estaduais varia entre R$ 1,1 mil e R$ 4,3 mil por mês – o valor mais elevado é o da Bahia, com R$ 4.367,55. Ou seja, cada preso custa anualmente entre R$ 13,2 mil e R$ 52,4 mil aos cofres públicos.

Estão incluídos nos gastos o valor referente à folha de pagamento dos servidores do sistema prisional, bem como os gastos com manutenção das unidades: alimentação, taxas de água, luz e telefone, equipamentos de segurança, materiais de limpeza, higiene pessoal, colchões, uniformes, roupas de cama e outros itens.
Os vencimentos dos servidores consomem a maior parte das cifras empregadas na manutenção do sistema prisional. Para se ter uma ideia, foram investidos quase R$ 20,7 bilhões em 2024, dos quais R$ 14,2 bilhões entraram para a conta final como despesa pessoal. Os R$ 6,5 bilhões restantes foram destinados a outras despesas.
Custo dos presos a nível nacional
No que diz respeito ao cenário nacional, o custo mensal do preso é de R$ 2.331,49, ou seja, algo próximo de R$ 28 mil por ano. Considerando o recorte dos últimos cinco anos, a média do Brasil ficou acima de R$ 2,3 mil, o que só havia acontecido em 2022.
Geralmente, os valores tendem a oscilar no decorrer do ano, levando em conta a comparação mês a mês. O menor gasto costuma ocorrer em janeiro, enquanto o custo maior naturalmente é em dezembro devido ao décimo terceiro e outros pontos.





