O Mercedes-Benz L-1113 marcou época no transporte rodoviário brasileiro nas décadas de 1960 e 1970. Mesmo com o fim da produção no Brasil em 1987, o modelo permanece relevante por ainda ser fabricado no Irã sob licença oficial.
A fabricação atual ocorre pela Iran Khodro Diesel, que produz o caminhão desde 1989. No mercado iraniano, o modelo recebe os nomes LK 1924 na versão 4×2 e LK 2624 na configuração 6×4.
O caminhão mantém o desenho original da série AGL lançada na Europa em 1959. A cabine segue com capô avançado, faróis redondos e grade frontal tradicional, enquanto o interior conserva a disposição antiga com ajustes pontuais.
Atualizações mecânicas e técnicas
O L-1113 iraniano utiliza o motor OM355LA, seis cilindros em linha, com 11,6 litros e tecnologia turbodiesel. Segundo a fabricante, o conjunto entrega 280 cavalos de potência e torque de 100 mkgf.
A transmissão varia conforme a versão, com câmbio manual de seis marchas no modelo 4×2 e caixa de 16 velocidades no 6×4. O caminhão inclui direção hidráulica, freios ABS, rádio com USB e aquecimento de cabine.
No mercado brasileiro, a linha AGL foi composta pelos modelos L-1111 e L-1113. Produzidos entre 1964 e 1987, os dois somaram cerca de 240 mil unidades emplacadas em todo o país.
Mesmo décadas após o encerramento da produção nacional, o caminhão mantém presença nas estradas brasileiras. Um exemplar do último ano fabricado no Brasil é avaliado em R$ 60.125,00 segundo a Tabela Fipe.
No Brasil, o L-1113 recebeu apelidos que refletem sua difusão no transporte de cargas. É conhecido como Fusca das Estradas pela ampla utilização e também como Mercedes Muriçoca, referência à quinta roda usada para engatar carretas em operações rodoviárias de longa distância.





