Uma capital brasileira tem se destacado por suas iniciativas de arborização, especialmente em um contexto de calor extremo durante o verão. Entre dezembro e março, as altas temperaturas tornam-se um desafio, e a cidade decidiu agir para mitigar os efeitos do calor.
O município ficou conhecido como uma das “Cidades Árvore do Mundo” pelo programa Tree Cities of the World, uma iniciativa da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e da Arbor Day Foundation.
Esse prestígio foi conquistado através de investimentos em políticas de arborização que transformaram a cidade em um exemplo de sustentabilidade. O programa valoriza cidades que demonstram compromisso com a criação e manutenção de áreas verdes.
Impactos na temperatura urbana
A arborização em Goiânia resultou em uma redução média de 2,3 ºC na temperatura urbana, conforme estudos realizados pela Universidade Federal de Goiás (UFG). A cidade possui mais de 1 milhão de árvores distribuídas em aproximadamente 32 parques e bosques, proporcionando um ambiente mais agradável para seus 1,5 milhão de habitantes.
O sucesso de Goiânia no programa Tree Cities of the World também impulsionou a criação do Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU), lançado em novembro de 2025 pelo Governo Federal. O objetivo do plano é aumentar a cobertura vegetal urbana de 45,5% para 65%, além de criar 360 mil hectares de áreas verdes em todo o Brasil.
O PlaNAU busca garantir que todas as cidades brasileiras desenvolvam planos de arborização ativos até 2045. A metodologia do PlaNAU é fundamentada na participação da sociedade, reconhecendo que a promoção da arborização urbana deve ser um esforço colaborativo.
O protocolo de construção do plano envolveu diversas formas de escuta e diálogo com a população, assegurando que as necessidades e sugestões dos cidadãos fossem consideradas.





