O ano começou com reajuste considerável na tarifa de ônibus de capital brasileira. Centro econômico do país, a cidade de São Paulo agora tem uma passagem 30 centavos mais cara – aumento esse que chamou a atenção da Justiça paulistana.
Desde o dia 6 de janeiro, a tarifa de ônibus que antes era R$ 5,00 passou para R$ 5,30 com o acréscimo de R$ 0,30. O reajuste foi acertado durante reunião da equipe de secretários que cuida do setor de transporte e mobilidade, além do orçamento da cidade, na sede da Prefeitura de SP.

Com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, o aumento está acima da inflação dos últimos 12 meses, que chegou a 4,5% até novembro. Já a gestão Ricardo Nunes, por sua vez, justificou que o índice de reajuste está “abaixo do IPC-Fipe Transporte dos últimos 12 meses (6,5%)”.
“Atualmente, a capital tem uma das menores tarifas da Região Metropolitana de São Paulo e uma das mais baratas do país, considerando também que o valor dá a possibilidade de o passageiro utilizar até quatro ônibus no período de três horas com o Bilhete Único. O novo valor da tarifa de ônibus será encaminhado à Câmara Municipal, seguindo o trâmite legal”, comunicou a Prefeitura de São Paulo.
Justiça cobra Prefeitura de SP
Após uma ação popular que apontou possíveis ilegalidades na formalização do reajuste, a Justiça de São Paulo deu prazo de 48 horas para a gestão Nunes explicar o aumento. A decisão foi dada nesta terça-feira (13), pelo juiz Kenichi Koyama, da 15ª Vara da Fazenda Pública.
Autor da ação, o vereador Dheison Silva (PT-SP) alega que o reajuste foi feito de forma ilegal e lesiva ao patrimônio público e sem a a participação obrigatória do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte. Não haveria justificativa para um acréscimo na tarifa acima da inflação.





