Uma planta amplamente utilizada em cercas-vivas no Brasil, foi proibida no Mato Grosso do Sul desde agosto de 2024. Essa decisão foi tomada devido à sua associação com a doença dos citros, conhecida como huanglongbing (HLB), que é devastadora para a citricultura.
A proibição visa proteger a produção de citros no estado, que é uma das mais significativas do Brasil. A murta é considerada uma hospedeira da bactéria que causa o HLB, uma das doenças mais graves que afetam as plantações de citros.
Essa condição pode comprometer a saúde de diversas espécies de citros, como laranjas e limões, sem que haja um tratamento curativo disponível. Diante desse cenário, a proibição do cultivo, comércio e transporte da murta se torna uma medida necessária para evitar a propagação da doença e proteger a economia local.
Impacto na paisagem e no cultivo
Com a proibição da murta, muitos proprietários que desejam manter cercas-vivas em suas propriedades precisam buscar alternativas. A murta era valorizada não apenas por sua estética, mas também por seu crescimento rápido e capacidade de formar barreiras densas.
A ausência dessa planta pode impactar a paisagem de jardins e propriedades, exigindo adaptações nas escolhas de cultivo. Com a proibição da murta, é essencial considerar outras opções de plantas que possam ser utilizadas como cercas-vivas.
Algumas alternativas incluem espécies como a tumbérgia arbustiva, que produz flores coloridas e se adapta bem a diferentes climas, e o podocarpo, conhecido por sua folhagem densa e resistente. Essas plantas não apenas oferecem soluções estéticas, mas também contribuem para a biodiversidade local.
Embora a proibição apresente desafios para os proprietários que valorizam cercas-vivas, também abre espaço para a adoção de novas espécies que podem trazer beleza e funcionalidade aos jardins.





