A influência dos Estados Unidos da América sobre os outros países voltou a aparecer de forma mais clara no último final de semana. Na cidade de Arraiján, no Panamá, apesar da prefeita Stefany Peñalba atribuir a outros fatores, um monumento que simboliza a amizade junto da China foi demolido em meio a pressões externas.
Panamá é um importante local para a economia mundial pelo Canal que leva o nome do país. No entanto, nas últimas semanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, se mostrou descontente com a forte presença da China. Assim, estimula e faz pressão para que consiga retomar o controle.
O monumento demolido era um paifang. Semelhante a um portal ou arco ornamentado que se baseia na arquitetura da China. Foi construído em 2004 e, para além da importância política, atrai muitos turistas. A prefeita Peñalba, inclusive, relata o cuidado com os visitantes para a derrubada.
Segundo ela, havia danos estruturais que ofereciam riscos. A demolição faz parte de um projeto da cidade de Arraiján para modernizar os espaços públicos. Peñalba finalizou ressaltando que não há interesse político no ato. O Presidente de Panamá, José Raúl Mulino, e o governo chinês, porém, lamentaram.
O primeiro escreveu, “não há justificativa para a barbaridade cometida” e falou sobre a presença da Comunidade Chinesa no Panamá e em Arraiján. A embaixadora da China no Panamá, Xu Xueyuan, publicou nas redes sociais que foi um “dia sombrio” e a história trará consequências à relação entre os países no futuro.
China e investimento no Brasil
A demolição do monumento tende a alimentar ainda mais um sonho da China. O país pretende construir uma nova rota na América do Sul como alternativa ao Canal do Panamá e para exercer força política no continente. No Brasil, o investimento será uma ferrovia bioceânica para ligar o interior aos portos atlânticos.




