Sempre um passo à frente dos demais países, a China está construindo uma cidade futurista projetada para durar mil anos. Além da longevidade, o projeto se caracteriza pelo investimento de nada menos que 115 bilhões de dólares (R$ 594 bilhões, na cotação atual).
Lançada oficialmente em 2017, pelo Conselho de Estado da República Popular da China, a Nova Área de Xiong’an fica localizada na província de Hebei, a cerca de 100 quilômetros ao sul de Pequim, abrangendo os municípios de Xiongxian, Rongcheng e Anxin.

A região foi escolhida por ficar na planície do norte da China, próxima ao lago Baiyangdian, uma área historicamente composta por cidades pequenas, vilarejos agrícolas e zonas alagadiças. Até 2017, Xiongxian e Rongcheng tinham economias modestas, baseadas em manufaturas leves, agricultura e pequenos serviços locais.
Desde o lançamento, o projeto recebeu financiamentos de bancos estatais, governos locais e empresas públicas de infraestrutura e construção. Estima-se que os recursos, diretos e indiretos, considerando obras de transporte, habitação, saneamento, prédios públicos e infraestrutura subterrânea, superam US$ 115 bilhões.
Futuro de Xiong’an está em aberto
Apesar da grandiosidade do projeto, ainda não se sabe o que será de Xiong’an. A cidade pode se consolidar como um centro administrativo e tecnológico ou então se tornar um exemplo de como até mesmo projetos colossais enfrentam dificuldades para se materializar plenamente.
A baixa ocupação do lugar, o retorno econômico incerto e a desaceleração recente trouxeram à tona os limites do planejamento estatal quando dissociado da dinâmica real de pessoas, empresas e mercado de trabalho. Esse cenário coloca em dúvida os próximos passos do empreendimento.
O que se pode dizer até aqui é que Xiong’an é, sem dúvidas, um marco da engenharia, da política urbana e da estratégia de poder do governo chinês no século XXI. Um projeto ambicioso do país asiático.





