A China pode estar se preparando para reforçar sua força militar e, quem sabe, bater de frente com os Estados Unidos. Pelo menos é isso o que sugere um vídeo oficial divulgado pelo país asiático, no qual pode ser visto o desenvolvimento de um possível novo porta-aviões.
Seria a quarta embarcação desse tipo de Pequim, o primeiro equipado com propulsão nuclear. Em um momento de crescente tensão geopolítica no Indo-Pacífico, os chineses estão se movimentando no sentido de fortalecer sua estratégia de expansão marítima.
A publicação, intitulada Into the Deep” (“Nas Profundezas”, em tradução literal), foi feita na véspera do 77º aniversário da Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP) e contém referências simbólicas aos três porta-aviões já em operação: Liaoning, Shandong e Fujian.

No vídeo, um recruta fictício chamado “He Jian” aparece. O nome gerou interpretações de que poderia ser uma alusão a um futuro navio de propulsão nuclear. O Ministério da Defesa chinês, contudo, não comentou o conteúdo.
Os três porta-aviões chineses são movidos por propulsão convencional e representam a base da projeção de poder naval de Pequim. Desde 2012, a China vem elevando de forma considerável os investimentos militares sob a liderança de Xi Jinping.
China desafia os EUA em IA
Além dos aportes bélicos, por assim dizer, o país asiático também tem investido pesado em tecnologia. Recentemente, a startup DeepSeek lançou um novo modelo de inteligência artificial com custos “drasticamente reduzidos”. O movimento foi feito um ano depois da criação de modelo de raciocínio de baixo custo que equiparável às capacidades de rivais estadunidenses.
O chatbot de IA generativa da DeepSeek abalou as suposições sobre a dominância dos EUA nesse setor estratégico. Não por acaso, a Casa Branca acusou entidades chinesas de realizarem um esforço em larga escala para roubar tecnologia de inteligência artificial.
Esse é mais um capítulo da disputa entre as duas principais potências globais da atualidade, uma que está em ascensão e outra que luta para recuperar o domínio de outrora.





