A China é um país considerado entre os líderes mundiais em diversos quesitos. Um deles é a sua posição entre os maiores produtores quanto como um dos maiores consumidores de ouro do mundo.
Há muitos anos o país é de extrema influência global sendo o maior produtor do mundo, sendo muito focado em relação a produção interna, prioritariamente para o abastecimento do mercado doméstico. A exportação do material tem sérias restrições, até mesmo por isso, o país tem um foco muito maior na importação.
Isso é justamente o que vem sendo feito em relação ao Brasil. Os dois países, que são dois grandes parceiros comerciais, fecharam negócio para que os chineses adquirissem minas de ouro daqui por um valor exorbitante de 1,015 bilhão de dólares (R$ 5,3 bilhões na cotação atual).
A empresa canadense Equinox Gold, que controlava essas minas que foram negociadas, venderam 100% das operações para a CMOC Group. A venda engloba as minas Aurizona, no Maranhão; Riacho dos Machados, em Minas Gerais; e algumas no Complexo Bahia.
Foi divulgado que a Equinox vai receber o valor de 900 milhões de dólares pela negociação com os chineses, no entanto, ainda requer a aprovação de órgãos do Brasil. O restante do dinheiro serão pagos cerca de um ano depois, e a operação está prevista para ser fechada no primeiro trimestre do ano que vem.
Por que a Equinox vendeu suas operações?
O principal motivo para que a canadense tomasse a decisão para oficializar essa venda foi pela necessidade do pagamento de dívidas. Uma das dívidas tem o valor de 500 milhões enquanto a outra, de 300 milhões. Agora, com as atividades encerradas no Brasil, o foco será em outros países, incluindo o próprio Canadá.





