Ser a cidade mais violenta do Brasil nos dias de hoje acarreta em muitos problemas para o Rio de Janeiro cotidianamente. Um reflexo dessa questão social pode ser visto no transporte público, por exemplo. E, se não bastasse isso, a população carioca ainda precisa conviver com a superlotação nos deslocamentos.
Em matéria feita pela Agência Brasil, vários cidadãos relataram o medo de serem assaltados enquanto utilizam os meios coletivos no dia a dia. Junto com o medo da violência vem a insatisfação com o serviço precário: a má conservação dos veículos e a superlotação, principalmente nos horários de pico.
Cenário esse que compromete a mobilidade urbana e afeta diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores. E que é ainda mais desafiador para idosos e pessoas com deficiência que dependem do transporte público todos os dias para se locomover pela cidade e cumprir com seus compromissos.
Pesquisas na área indicam que situações como essas são gatilhos para transtornos mentais, como quadros de ansiedade e crises de pânico. De acordo com o Departamento de Psicologia Clínica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), essa rotina prejudica o rendimento das pessoas ao passo que as submete a um estresse diário.
Rio de Janeiro é a cidade mais violenta do Brasil
A pecha de cidade mais violenta do país não é por acaso. De fato, a capital carioca ocupa o primeiro lugar do ranking, segundo levantamento feito pelo Aratu On, a partir de dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Referentes a 2025, os dados contemplam os números absolutos de vítimas de homicídios dolosos registrados no período. O Rio lidera de forma disparada, com 1.152 casos.
Fortaleza, capital do Ceará, aparece na segunda posição, com 718 casos. E quem fecha o pódio é Salvador, capital da Bahia, com 669.






