Em Asgabate, capital do Turcomenistão, uma regra vigente desde 2015 determina que apenas carros brancos podem circular pelas ruas da cidade. Quem descumpre a norma está sujeito a uma multa que chega ao equivalente a R$ 17,5 mil, valor que pressiona economicamente os moradores.
A decisão foi implementada durante o governo de Gurbanguly Berdymukhammedov, presidente do país entre 2006 e 2022, cuja preferência pessoal pela cor branca influenciou políticas públicas que afetaram diretamente a população.
A estética de Asgabate reforça essa imposição: conhecida como “A Cidade do Mármore Branco”, a capital foi reconhecida pelo Guinness Book por sua grande quantidade de construções revestidas com o material.
O governo proibiu a importação de carros pretos em 2015 e, três anos depois, estabeleceu que nenhum veículo de outra cor poderia permanecer nas ruas da capital. Embora autoridades tenham alegado que o calor do clima desértico prejudicaria pinturas escuras, essa justificativa nunca convenceu totalmente moradores e observadores externos.

Custos e efeitos para os proprietários de veículos
A determinação impactou diretamente quem já possuía automóveis em cores diferentes do branco. Para permanecerem em circulação, os proprietários foram obrigados a repintar seus carros, já que apenas o branco e, posteriormente, o prata foram autorizados.
A demanda repentina pelo serviço provocou um aumento significativo nos preços das oficinas, dobrando o valor médio da pintura, antes estimado em cerca de 7 mil manat turcomano.
Além do gasto inesperado, o risco da multa elevada levou muitos moradores a anteciparem a repintura, mesmo sem condições financeiras adequadas. Em alguns casos, proprietários optaram por deixar seus veículos parados para evitar punições, já que a fiscalização era constante e aplicada de forma rigorosa.





