Dublin é frequentemente associada a patrimônio histórico, vida cultural ativa e forte apelo turístico. No entanto, a capital da Irlanda passou a ser vista sob outra perspectiva após ser eleita a segunda cidade mais estressante do mundo para se viver.
O dado faz parte de um estudo internacional que analisou mais de 170 grandes centros urbanos e avaliou fatores diretamente ligados à rotina da população local. A pesquisa foi realizada pela empresa americana Remitly e levou em consideração indicadores como custo de vida, tempo médio de deslocamento, índice de criminalidade, qualidade do sistema de saúde e níveis de poluição do ar.
Mesmo mantendo bons resultados em áreas como saúde e qualidade ambiental, Dublin apresentou desempenho negativo em pontos considerados centrais para o bem-estar diário, o que pesou no ranking final.

Custo elevado e dificuldades no dia a dia
Um dos principais fatores que colocaram Dublin entre as cidades mais estressantes é o alto custo de vida. Segundo o estudo, despesas com moradia, alimentação e serviços básicos consomem uma parcela significativa da renda dos moradores.
O mercado imobiliário é apontado como um dos maiores problemas, já que os preços de imóveis e aluguéis cresceram acima dos salários nos últimos anos. Além disso, o tempo de deslocamento também contribui para o desgaste cotidiano.
Dublin registra uma média de 32 minutos para percorrer 10 quilômetros, um dos piores índices da Europa. Esse cenário impacta trabalhadores e estudantes, aumentando o tempo gasto no trânsito e reduzindo a qualidade de vida. A combinação entre transporte demorado e custos elevados intensifica a pressão sobre quem vive na cidade.





