Os brasileiros têm sofrido cada vez mais com o calor extremo durante o verão, especialmente nos grandes centros. Um problema grande e que envolve muitos fatores, mas que pode começar a ser resolvido com uma solução simples: plantando árvores.
Pelo menos é isso o que indica um estudo internacional feito com participação da Universidade de São Paulo e publicado na The Innovation. O trabalho diz respeito aos efeitos positivos que as áreas verdes e os corpos d’água têm na redução do calor urbano.

De acordo com os pesquisadores, é possível conseguir resfriar a temperatura do ar em até 5ºC com as chamadas Áreas de Infraestrutura Urbana verde-azul-cinza (GBGIs), que consistem na criação de jardins botânicos, parques verdes, rios e lagos, entre outros. A infraestrutura cinza está ligada a construções feitas pelo homem.
A pesquisa consistiu na análise de 51 itens, divididos em dez categorias, comparando dados de resfriamento do ar. O maior impacto visto foi nos jardins botânicos, com máxima de 5 graus e mínima de 3,5 graus Celsius. Em seguida vieram áreas úmidas (3,2 e 4,9° C), paredes verdes (4,1 a 4,2° C), árvores nas ruas (3,1 a 3,8° C) e, por último, varandas com vegetação (2,7 e 3,8° C).
GBGIs resfriam a cidade e ajudam o meio-ambiente
Segundo a física Maria de Fátima Andrade, professora do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, os GBGIs são fundamentais não só para o resfriamento das cidades, mas também para a diminuição do gás carbônico, que é absorvido pelas plantas.
“O principal benefício ambiental dos GBGIs é o resfriamento de áreas urbanas, em especial as já afetadas pelas ilhas de calor urbano. Mas outro ponto importante é o papel da vegetação na absorção de gás carbônico [CO2] através da fotossíntese. Esse papel da vegetação pode ser determinado com medidas em superfície”, disse a professora.





