Um mistério que intriga cientistas do mundo todo é a perda de água de Marte. Esse fato ainda sem explicação fascina os pesquisadores há décadas, que tentam entender como o planeta vermelho, antes conhecido como úmido e dinâmico, virou um deserto inóspito.
Mas esse mistério pode estar com os dias contados. Isso porque um estudo publicado na revista Communications Earth & Environment, no dia 2 de fevereiro, nos aproximou significativamente da solução desse enigma. A pesquisa investigou as tempestades de areia que acontecem no planeta.

Antes consideradas insignificantes, as tempestades localizadas podem gerar um grande impacto na atmosfera, contribuindo para a perda de água. Esses eventos podem deslocar uma quantia considerável de água para altitudes mais elevadas, onde é provável que a água escape para o espaço.
“As descobertas revelam o impacto desse tipo de tempestade na evolução climática do planeta e abrem um novo caminho para entendermos como Marte perdeu grande parte de sua água ao longo do tempo”, disse Adrián Brines, coautor principal do estudo elaborado pelo Instituto de Astrofísica da Andaluzia e pela Universidade de Tóquio.
Segredo está no aumento do vapor de água
De acordo com os pesquisadores, a parte principal da descoberta envolve a detecção de um aumento anômalo no vapor de água durante o verão do hemisfério norte marciano.
Uma tempestade de poeira intensa e localizada no ano 37 do planeta vermelho fez com que a quantidade de vapor de água na atmosfera média aumentasse drasticamente. Os índices chegaram a números dez vezes maior que o normal.
Esse fenômeno nunca havia sido observado anteriormente, o que desafiou o conhecimento prévio a respeito do clima e da perda de água em Marte.





