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Cientistas determinam que velhice não começa mais aos 60 anos e nova idade foi divulgada

Por Isa Luciano
26/11/2025
Créditos: Imagem de Freepik

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Uma nova análise científica revisou o entendimento sobre como o cérebro evolui ao longo da vida. O estudo identificou mudanças marcantes no funcionamento neural e revelou que o envelhecimento começa mais tarde do que se imaginava.

Os pesquisadores mapearam cinco fases distintas de desenvolvimento cerebral. Os marcos aparecem com nitidez nas conexões entre neurônios, evidenciando transições aos 9, 32, 66 e 83 anos. A descoberta reforça que o cérebro não segue uma trajetória linear.

Créditos: Imagem de lookstudio via Freepik

Da infância à maturidade avançada

A infância permanece como fase de intensa formação, seguida por uma adolescência que se estende até os 32 anos. Os cientistas afirmam que o cérebro só atinge seu ápice funcional no início da vida adulta. Essa etapa vai até os 66 anos e se caracteriza por estabilidade nas conexões.

A partir daí tem início o chamado envelhecimento inicial, que se estende até os 83 anos. Essa fase traz reorganizações importantes, mas sem quedas bruscas de desempenho. As redes deixam de atuar como um único grande sistema.

Pesquisadores explicam que o cérebro passa a funcionar em módulos mais independentes. É como se uma banda afinada começasse a explorar caminhos individuais, mantendo harmonia, mas com menos integração completa. O padrão indica adaptações naturais ligadas ao avanço da idade.

Transformações ajudam a explicar doenças relacionadas a idade

Após os 83 anos ocorre o envelhecimento avançado, última etapa identificada no estudo. Essa fase marca a separação mais acentuada das redes neurais e tem relação com maior vulnerabilidade a transtornos neurológicos. Ainda assim, não representa um declínio inevitável.

Os dados foram obtidos por meio de exames realizados em cerca de 4 mil voluntários. O grande volume de registros permitiu observar tendências antes invisíveis em pesquisas menores. Os especialistas ressaltam que algumas pessoas atravessam essas fases mais cedo ou mais tarde.

As conclusões ajudam a compreender por que riscos como demência e hipertensão variam conforme a idade. Também reforçam a importância de acompanhar a saúde cerebral ao longo da vida.

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Isa Luciano

Isa Luciano

Publicitária formada pela Satc (Santa Catarina), também é escritora, redatora e roteirista. Possui experiência em setores de marketing e agências publicitárias. Também é autora de poesias e do livro “para o que não foi amor, o que foi e o que quase”, publicado pela Editora Invicta.

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