O Brasil está prestes a expandir sua malha ferroviária com a recuperação de cerca de 2 mil quilômetros de trechos inativos da antiga Transnordestina. Esta iniciativa foi anunciada pelo ministro dos Transportes, George Santoro, durante uma visita ao Ceará.
O projeto visa reativar trechos que atualmente não estão em operação, permitindo o transporte de passageiros e cargas, além de revitalizar a infraestrutura ferroviária do país. Os trechos inativos da Transnordestina, que cortam o Ceará de norte a sul, serão devolvidos ao Governo Federal
O objetivo é que a União recupere esses trajetos, que somam mais de 600 quilômetros no estado, e os utilize para melhorar a logística e o transporte na região. A repactuação do contrato de concessão com a Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) foi um passo importante para viabilizar essa recuperação, conforme destacou o ministro.
Reativação e impacto regional
A antiga Transnordestina, construída entre os séculos XIX e XX, é a maior ferrovia do Ceará, mas está desativada desde 2013. Apesar da construção da nova Transnordestina, a falta de exploração comercial da linha limitou o uso da estrutura existente.
Segundo o Ministério dos Transportes, já existe um estudo técnico concluído para a reativação dos trechos, embora os segmentos prioritários ainda estejam em análise. A recuperação da ferrovia é vista como estratégica para melhorar a mobilidade e o escoamento de mercadorias, especialmente no Nordeste.
Além de ampliar o transporte de passageiros, a iniciativa pode reduzir a dependência das rodovias, aliviar o tráfego de caminhões e aumentar a eficiência logística da região. O projeto também é apontado como um incentivo ao desenvolvimento econômico regional.
Durante a visita ao Ceará, o ministro ainda confirmou investimentos em outras obras de infraestrutura, incluindo a duplicação da BR-116, prevista para conclusão em 2027, reforçando o plano de modernização do transporte brasileiro.





