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Crianças que passam tempo desenhando frequentemente desenvolvem uma habilidade cerebral poderosa, segundo estudo

Por Henrique Cesaretti
18/04/2026
desenho

Créditos: Freepik

Nem sempre as atividades mais simples recebem a devida atenção no desenvolvimento infantil, no entanto, algumas práticas cotidianas escondem impactos muito maiores do que aparentam. Justamente por isso, especialistas vêm reforçando a importância de certos hábitos, como o de ficar desenhando que começam ainda nos primeiros anos de vida.

Entre essas atividades, desenhar aparece como uma das mais relevantes, segundo diversas pesquisas sobre desenvolvimento infantil. Até mesmo algo visto como passatempo pode estimular o cérebro, melhorar a expressão emocional e fortalecer habilidades essenciais para o aprendizado ao longo da vida.

A habilidade cerebral que ganha força com o desenho

Um dos principais destaques apontados por estudos é o fortalecimento da memória visual, que permite lembrar imagens, cores, formas e detalhes com mais facilidade. Quando a criança desenha algo que viu ou imaginou, ela precisa resgatar informações armazenadas na mente.

Esse processo ativa conexões neurais ligadas à observação, retenção e organização mental, o que acaba ampliando a capacidade cognitiva. De acordo com especialistas da Harvard University, experiências criativas na infância contribuem diretamente para o desenvolvimento de funções executivas importantes.

Entre essas funções estão a memória de trabalho, a atenção e o autocontrole, que são fundamentais em diversas fases da vida. No entanto, o impacto não se limita apenas ao momento da infância, já que essas habilidades acompanham o indivíduo ao longo do tempo.

Créditos: Freepik

Como o desenho influencia diretamente o aprendizado

Além da memória, o desenho também ajuda a transformar conceitos abstratos em imagens concretas, facilitando a compreensão de conteúdos escolares. Isso acontece porque a criança passa a processar a informação de forma mais profunda, em vez de apenas ouvir ou ler.

Ao ilustrar histórias, plantas ou até mesmo cenas históricas, o aprendizado se torna mais natural e intuitivo. Justamente por isso, essa prática é vista como uma ferramenta poderosa dentro e fora da sala de aula.

Outros benefícios também são observados, como a melhora na concentração, já que desenhar exige atenção contínua em detalhes e escolhas. Até mesmo a criatividade é estimulada, permitindo que a criança desenvolva ideias próprias e encontre novas soluções.

A coordenação motora fina também é fortalecida com o uso de lápis, marcadores e pincéis, melhorando a relação entre mãos e olhos. Além disso, o desenho favorece a comunicação, principalmente antes da criança dominar a escrita.

Segundo a pediatra Claire McCarthy, atividades criativas são fundamentais para que os pequenos aprendam a resolver problemas e ganhem confiança. No entanto, o impacto emocional também merece destaque, já que o desenho pode reduzir a ansiedade e trazer sensação de calma.

Nomes mais escolhidos no Brasil reforçam tendências atuais

Pelo segundo ano consecutivo, Helena lidera a lista de nomes mais registrados no Brasil, com 28.271 crianças recebendo esse nome. Entre os meninos, Ravi assumiu o topo, superando Miguel, que ocupava a liderança nos últimos anos.

Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais, a Arpen-Brasil, com base no Portal da Transparência do Registro Civil. Justamente esse levantamento mostra uma preferência crescente por nomes curtos e de fácil pronúncia.

Créditos: Freepik

Nomes como Gael, Theo, Noah e Maitê também aparecem entre os mais escolhidos, reforçando uma tendência de sonoridade global. No entanto, a tradição ainda se mantém presente, principalmente com a continuidade de nomes bíblicos.

O crescimento de Ravi, por exemplo, acompanha escolhas feitas por influenciadores digitais nos últimos anos, o que evidencia essa influência moderna. Até mesmo assim, o Brasil segue sendo marcado por nomes tradicionais em sua base histórica.

Dados do IBGE mostram que o país ainda é formado majoritariamente por Marias, Josés, Silvas e Santos, com destaque para as Marias, que somam 12,3 milhões de pessoas. Isso mostra como tradição e inovação caminham juntas na escolha dos nomes.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Henrique Cesaretti

Henrique Cesaretti

Jornalista formado pela Universidade São Judas Tadeu (SP). Tem passagem pela Rede Minas de Televisão, além de sites esportivos como VerdãoWeb e SPFC.NET. Já atuou como correspondente para diferentes sites, com a redação de notícias.

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