A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor novas regras de entrada no país pode afetar diretamente torcedores de seleções que disputarão a Copa do Mundo de 2026. As medidas criam barreiras para cidadãos de alguns países, justamente às vésperas de um dos maiores eventos esportivos do planeta.
Entre os países atingidos estão Irã e Haiti, que já sofriam com restrições totais e a situação segue igual. Na prática, isso significa que torcedores dessas nações não poderão viajar aos Estados Unidos para acompanhar suas seleções durante o Mundial, o que gera preocupação entre fãs e dirigentes.
O Irã está no Grupo G da Copa, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Já o Haiti integra o Grupo C, que também conta com Brasil, Marrocos e Escócia, colocando o tema ainda mais em evidência para o público brasileiro.
Restrições parciais e impacto no Mundial
Além disso, Trump assinou um novo decreto que limita a entrada de cidadãos de Costa do Marfim e Senegal. Nesse caso, as restrições são parciais e, segundo a Casa Branca, menos rígidas do que as aplicadas a outros países.
De acordo com o governo norte-americano, atletas e integrantes de delegações esportivas não devem ser afetados. A liberação vale para competições internacionais de grande porte, como a Copa do Mundo, garantindo a presença das seleções no torneio.
A justificativa oficial para as medidas envolve fatores como política externa, segurança nacional e o número de pessoas que permanecem ilegalmente no país após o vencimento do visto. Dados do governo apontam taxas de permanência irregular de 4,3% no Senegal e 8,47% na Costa do Marfim.
No Mundial, o Senegal está no Grupo I, com França, Noruega e uma seleção vinda da repescagem. A Costa do Marfim aparece no Grupo E, ao lado de Alemanha, Curaçao e Equador, ampliando o alcance das restrições dentro da competição.
A Fifa informou que trabalha em conjunto com o governo dos EUA para agilizar a emissão de vistos para o evento. No entanto, ainda não há clareza sobre como o processo funcionará para torcedores vindos de países que estão nas listas de restrição, mantendo o cenário de incerteza.





