Em 2025, o Brasil alcançou a sexta posição no ranking mundial de produção de caminhões, conforme dados da Organização Internacional de Fabricantes de Veículos Automotores (OICA). Esse avanço ocorre após o país ter encerrado 2024 na sétima posição.
Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil produziu 98.632 caminhões, o que representa uma queda de 4% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram fabricadas 102.611 unidades.

Contexto Internacional e Desempenho Brasileiro
A melhora na classificação brasileira se dá em um cenário internacional de ajustes significativos fora da Ásia. A produção mundial de caminhões somou 2,81 milhões de unidades, com um crescimento de 3% em comparação ao ano anterior, impulsionado principalmente pela região da Ásia-Oceania, que registrou um aumento de 13%.
A China, líder do setor, produziu 1,46 milhão de caminhões, seguida pelo Japão e pela Índia. Embora o Brasil tenha subido no ranking, isso não indica um crescimento na produção, mas sim uma resiliência relativa em comparação a mercados concorrentes.
Na América do Norte, a produção de caminhões pesados caiu 29% até setembro, com quedas significativas nos Estados Unidos, México e Canadá. Na Europa, a produção recuou 17%, afetada por desacelerações econômicas e custos elevados de energia.
O Brasil continua a ser o principal polo de produção de caminhões na América do Sul, respondendo por 100% do volume regional reportado pela OICA. Enquanto isso, países como Argentina e Colômbia não divulgaram dados ou mantiveram as informações em sigilo.
No continente americano, o Brasil é superado apenas por Estados Unidos e México, considerando os dados parciais de 2025. Historicamente, o desempenho brasileiro em 2025 é considerado relevante, com um volume de produção significativamente superior ao de 2023, quando foram fabricadas apenas 71,7 mil unidades.





