Recentemente, o Brasil adotou uma medida significativa ao acabar com a chamada “taxa das blusinhas”. Essa taxa, que incidia sobre compras internacionais de produtos de baixo valor, foi vista como um entrave para consumidores que buscavam opções mais acessíveis no exterior.
A decisão foi formalizada em uma Medida Provisória assinada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visa facilitar o acesso a produtos importados e estimular a economia local. A taxa das blusinhas era uma resposta do governo anterior às preocupações de varejistas locais diante do aumento das compras digitais durante a pandemia.
A taxação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 tinha como objetivo equilibrar a carga tributária entre produtos nacionais e importados. No entanto, essa medida acabou gerando críticas entre os consumidores, que viam a taxação como um fator que encarecia as compras.
Comparação com a Argentina
Enquanto o Brasil avança na redução de impostos sobre compras internacionais, a Argentina enfrenta desafios opostos. O governo argentino, sob a liderança de Javier Milei, tem promovido a abertura econômica, reduzindo tarifas de importação para aumentar a concorrência.
No entanto, a indústria têxtil local continua a ser afetada por altos impostos e pela pressão das importações, resultando em preços elevados e fechamento de lojas. Os altos preços das roupas na Argentina são atribuídos a uma combinação de fatores.
Primeiro, a carga tributária é significativa, com mais da metade do valor pago pelo consumidor destinado a impostos. O imposto sobre valor agregado (IVA), que é de 21%, é um dos principais responsáveis.
Além disso, há outros tributos, como o imposto do cheque e taxas para pagamentos com cartão, que aumentam ainda mais o custo final das peças. Essa estrutura tributária complexa faz com que as roupas produzidas localmente sejam até 30% mais caras do que as vendidas no Chile.





