Enquanto Estados Unidos e Irã voltam a trocar acusações e enfrentam uma nova escalada militar no Oriente Médio, outro movimento vem chamando atenção nos bastidores. A Coreia do Norte intensificou sinais de que pretende ampliar ainda mais sua capacidade nuclear em meio à instabilidade internacional.
Nos últimos dias, Kim Jong-un renovou suas ameaças ao anunciar planos para fortalecer o arsenal nuclear norte-coreano. A mídia estatal também divulgou imagens do líder visitando uma instalação que, segundo a Coreia do Sul, pode ser uma nova usina de enriquecimento de urânio.
Ao mesmo tempo, Pyongyang reafirmou que não pretende abrir mão de suas armas nucleares. A declaração foi feita após Estados Unidos, Japão, Índia e Austrália voltarem a defender o abandono completo do programa atômico norte-coreano. Para o regime, qualquer diálogo com Washington depende do reconhecimento do país como potência nuclear.
Ao mesmo tempo, a tensão cresce entre Washington e Teerã. O porta-voz iraniano Esmaeil Baghaei responsabilizou os Estados Unidos pelos recentes confrontos envolvendo Israel e Irã. Segundo ele, as ações israelenses contribuíram para ampliar a desconfiança entre os dois países.
Os ataques realizados por Israel contra alvos militares iranianos provocaram explosões em Teerã, Tabriz e Isfahan. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e voltou a classificar bases militares americanas no Oriente Médio como alvos legítimos. Donald Trump pediu ao premiê Benjamin Netanyahu que evitasse novas ações militares.

Programa nuclear segue avançando
Mesmo sem ocupar o centro das atenções internacionais, a Coreia do Norte continua expandindo suas capacidades militares. Robert Kadlec alertou que o país já possui condições de atingir Coreia do Sul e Japão e se aproxima da capacidade de alcançar também os Estados Unidos.
Especialistas como Kelsey Davenport afirmam que o arsenal norte-coreano cresceu significativamente nos últimos anos. Além de mísseis balísticos intercontinentais, Pyongyang investe em armas nucleares táticas e tecnologias mais avançadas. Ainda assim, a avaliação de ameaças dos EUA de 2026 considera improvável o uso ofensivo dessas armas, apontando que elas seguem sendo utilizadas principalmente como ferramenta de dissuasão.





