Por aqui no Brasil é mais comum do que se imagina ver brasileiros rebaixando Pelé e, ao mesmo tempo, exaltando Diego Armando Maradona. Algo que raramente acontece lá pelos lados do país vizinho. E o atual presidente do país, Javier Milei, é uma das exceções.
Antes de ser eleito presidente da Argentina, em 2023, Milei teve alguns tweets seus resgatados por seguidores. As publicações dirigiam críticas a Diego, um dos maiores nomes da história do futebol e ídolo máximo dos ‘hermanos’ – chamado até de “Díos” por lá.
Com Maradona vivo na época, o líder argentino o chamou de “Mar de Droga” e fez comparações negativas com o Rei do Futebol. Segundo Milei, overdoses seriam 12 de Dieguito e nenhuma de Pelé. Inalações seriam 57kg – fazendo alusão ao vício do craque argentino em cocaína.

Beijos em homens na boca, o que seria um problema em sua visão, seriam muitos do argentino a nenhum do brasileiro. Quanto aos gols e conquistas dentro de campo, o atual presidente, que na época era economista, apontou ampla vantagem para o Rei.
Na mesma época, vale lembrar, Milei também rebaixou Diego em comparação com Lionel Messi, outro ídolo futebolístico do país. De acordo com ele, a carreira europeia de Messi é um “espancamento” quando colocada lado a lado com a do bicampeão do mundo.
Posicionamento de Maradona incomodava Milei
Os ataques de Milei a Maradona não foram por acaso. Os dois eram antagônicos no que diz respeito ao posicionamento político. Sendo mais claro: Diego era uma figura que o atual presidente argentino abominava ideologicamente.
El Pibe nunca escondeu sua defesa aos mais pobres. Um peronista declarado, carregava uma tatuagem de Che Guevara no braço e tinha uma relação próxima com Fidel Castro.





