Quando o assunto é reserva de água doce, o Brasil não tem do que reclamar. Dono de um dos maiores estoques do mundo, o país dispõe de quantidade de sobra. Enquanto isso, um dos vizinhos sul-americanos sofre em relação ao tema.
Devido às limitações no acesso à água, o Chile pretende construir a maior usina de dessalinização de água do mar de seu território e uma das maiores de toda a América Latina. O objetivo é ampliar o abastecimento hídrico em regiões que enfrentam restrições no acesso à água.
De acordo com informações do El Maipo, a estrutura será erguida na região de Caleta Bolfin, localizada a cerca de 15 km da cidade de Antofagasta, que fica no norte do país, na costa do oceano Pacífico. Serão instalados aproximadamente 480 km de tubulações e mais de 300 km de linhas de transmissão de energia.

Além disso, serão construídas 17 estações de bombeamento. A unidade ficará responsável por captar a água do oceano, realizar todo o processo de dessalinização e distribuir a água tratada para as comunas de Antofagasta, Sierra Gorda e Calama, bem como a zona industrial de La Negra.
Os recursos hídricos serão destinados não só ao consumo humano, mas também às atividades industriais, à agricultura e à extração de recursos minerais. As estimativas apontam para um investimento superior a US$ 5 bilhões (mais de R$ 26 bilhões, na cotação atual), o que faz do projeto uma das maiores iniciativas de infraestrutura aprovadas recentemente no país.
Dessalinização no Brasil é debatida
Conforme destacado anteriormente, o Brasil possui uma das maiores reservas de água doce do mundo, o que praticamente exclui a necessidade de se discutir a dessalinização no momento atual. No entanto, essa não é uma questão fechada ao debate.
Muito se fala sobre a distribuição desigual da água, o que torna a questão da dessalinização uma solução estratégica, especialmente em regiões áridas, visando garantir a segurança hídrica desses lugares.





