Enquanto o Brasil caminha para voltar ao grupo das 10 maiores economias do planeta em 2026, outra potência econômica vive um momento diferente. A Itália recebeu autorização para contar com um amplo programa de apoio financeiro voltado à expansão da geração de energia renovável, justamente para acelerar investimentos no setor.
A previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), compilada pela Austin Ratings, aponta que o Brasil deve retomar a 10ª posição no ranking global das maiores economias. A expectativa ganhou força após o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançar 1,1% no primeiro trimestre de 2026.
Pelas estimativas divulgadas, o país deve superar o Canadá e alcançar um PIB de US$ 2,637 trilhões em 2026. O levantamento também mostra que o crescimento brasileiro no início do ano ficou à frente de economias como Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e até mesmo a Itália.
Já no continente europeu, a atenção está voltada para um programa aprovado pela Comissão Europeia. A medida autoriza um orçamento de 23 bilhões de euros para apoiar projetos destinados à produção de eletricidade a partir de fontes renováveis em território italiano.
O plano prevê financiar novas centrais eólicas, solares, hidroelétricas e de biogás. Segundo as informações divulgadas por Bruxelas, a iniciativa poderá adicionar 37,15 gigawatts de capacidade renovável, volume equivalente a cerca de 48% da capacidade atualmente instalada na Itália.

Projeto busca reduzir dependência energética
O apoio terá duração de 20 anos e será concedido por meio de contratos bilaterais por diferença (CdDs). O governo italiano realizará processos competitivos para projetos solares e eólicos acima de 1 MW, enquanto empreendimentos menores poderão receber suporte diretamente, sem necessidade de licitação.
De acordo com Teresa Ribera, vice-presidente da União Europeia para Transição Limpa, a iniciativa ajudará a reduzir a dependência italiana das importações de combustíveis fósseis e ampliar a participação das energias renováveis. O programa recebeu aprovação dentro do quadro de auxílio estatal do Clean Industrial Deal, adotado pela União Europeia em junho de 2025.





