Atualmente, o Brasil não possui dívidas com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O país quitou sua dívida em 2005 e, desde 2009, passou a ser credor, contribuindo com recursos para a instituição.
Em contrapartida, a Argentina ocupa a liderança na lista de países mais endividados, concentrando quase 35% de toda a dívida global com o FMI, o que equivale a cerca de 41,8 bilhões de SDR (Direitos Especiais de Saque).
A situação da Argentina
Os dados mais recentes do FMI revelam que a Argentina deve entre US$ 57 bilhões e US$ 60 bilhões, o que a coloca em uma posição complicada em relação a outras nações. O país deve mais do que vários outros devedores juntos, refletindo uma crise econômica persistente.
Além da Argentina, países como Ucrânia, Egito, Paquistão e Equador também figuram na lista dos maiores devedores, mas com valores significativamente inferiores. A dívida da Argentina com o FMI é resultado de uma relação antiga e conturbada.
Desde os anos 1950, o país já firmou mais de 20 acordos com a instituição, enfrentando um ciclo de crises econômicas, inflação e desvalorização cambial. O maior empréstimo da história do FMI foi aprovado em 2018, durante o governo de Mauricio Macri, totalizando US$ 57 bilhões.
O papel do FMI
O FMI atua como um “emprestador de última instância” para países em crise, oferecendo suporte financeiro em situações de colapso nas reservas internacionais ou risco de calote externo. Portanto, estar no topo dessa lista geralmente indica fragilidade econômica.
O total global de crédito outstanding do FMI atualmente é de aproximadamente 120,7 bilhões de SDR, refletindo a necessidade de apoio financeiro de várias nações. Diferentemente da Argentina, o Brasil não aparece na lista de devedores do FMI.





