O salário mínimo no Brasil sofreu reajuste no início do ano e, com isso, passou a ser de R$ 1.621. Apesar do aumento, o valor ainda fica muito abaixo do que é pago em outros lugares do mundo, como na China, por exemplo, que possui uma quantia base mais elevada.
No país asiático, o salário mínimo varia conforme a região e também o tipo de trabalho exercido. No que diz respeito ao que é pago mensalmente, o maior valor é pago Xangai: ¥2.690, o que na cotação atual equivale a R$ 3,6 mil.
Salário mínimo na China
Pequim, com ¥2.420 (R$ 3,2 mil), e Shenzhen, com ¥2.360 (R$ 3,15 mil), completam o pódio das províncias com os melhores pagamentos. Cada governo local fica responsável por estabelecer as diretrizes de seus pisos mensais e por hora, que levam em consideração fatores como custo de vida, inflação e condições econômicas da região.

É um sistema diferente do utilizado no território brasileiro, que estabelece um valor único a ser adotado por todas as unidades federativas. Quanto ao pagamento por hora, a tabela fica configurada da seguinte forma: Pequim (¥27), Xangai (¥25), Fujian (¥23,5) e Shenzhen (¥22,2), segundo dados da China Briefing.
Brasil fica bem para trás na América Latina
Não é só em relação às potências globais que o Brasil fica para trás quando o assunto é salário mínimo. O mesmo acontece no cenário latino-americano, embora sejamos o país mais forte economicamente falando.
De acordo com um estudo divulgado pelo governo mexicano, com dados da Secretaría del Trabajo y Previsión Social, o Brasil tem apenas o 14º salário mínimo da região, ficando acima do ranking só de Argentina e Nicarágua.
Ou seja, apesar do aumento recentemente nos valores, o governo ainda tem muito a crescer para diminuir a desigualdade existente no território nacional.





