O ano de 2026 começou com reajuste no salário mínimo brasileiro, passando a R$ 1.621,00, conforme estabelecido pelo Decreto nº 12.797/2025. Apesar da boa notícia, o país ainda figura abaixo da expectativa no cenário latino-americano e tem muito o que percorrer para recuperar o prejuízo.
De acordo com estudo divulgado pelo Governo do México, o Brasil sequer está entre os dez primeiros colocados no ranking dos maiores salários mínimos da América Latina. A maior economia da região figura apenas no 14º lugar da lista, ficando atrás das demais nações, inclusive do Paraguai.

Os paraguaios fecham o Top-10 com salário mínimo de 434,86 dólares, quantia que na cotação atual corresponde a R$ 2331,46. Ou seja, é consideravelmente maior que o brasileiro, mesmo com o país vizinho ficando bem atrás entre as principais economias da América Latina – é apenas a 16ª.
Ainda segundo o levantamento, quem lidera a classificação do salário mínimo mensal entre os latino-americanos é o Uruguai (629,04 dólares), enquanto o Chile (565,95 dólares) aparece logo em seguida. O México, que subiu de sexto para terceiro, completa o pódio, por assim dizer, com 536,62 dólares.
Brasil é a maior economia da América Latina
Segundo o estudo World Economic Outlook, do Fundo Monetário Internacional (FMI), realizado em 2023, o Brasil lidera o ranking das maiores economias da América Latina, com um PIB estimado em US$ 2,13 trilhões.
Ser a maior economia da região e, ao mesmo tempo, apenas o 14º em maior salário mínimo ajuda a explicar a desigualdade social existente por aqui. Fato que um reajuste quase irrisório no salário não vai ajudar a mudar tão cedo.





