As negociações do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia avançaram de forma significativa após quase 30 anos de debates. Os embaixadores dos países europeus devem votar a proposta, etapa decisiva para que o texto final seja aprovado e assinado na próxima semana.
O avanço ocorre em um cenário internacional marcado por tensões políticas e comerciais, especialmente após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impactaram a relação com aliados europeus.
Apesar do progresso, o acordo enfrenta resistência interna dentro da União Europeia. Irlanda, França, Polônia e Hungria já confirmaram voto contrário, alegando preocupação com a proteção de seus agricultores.
Na França, produtores rurais realizaram protestos em Paris e em outras cidades, com manifestações em pontos simbólicos como a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo e a Assembleia Nacional. Mesmo assim, esses países não reúnem apoio suficiente para impedir a aprovação do tratado.

Posições internas e tensões com os Estados Unidos
O posicionamento da Itália é considerado decisivo para o desfecho do acordo. O governo italiano reafirmou que votará a favor, fortalecendo a maioria necessária para a aprovação. Com isso, o entendimento entre Mercosul e União Europeia segue avançando, mesmo diante de divergências políticas e pressões de setores econômicos específicos.
Paralelamente, Donald Trump voltou a tensionar as relações com a Europa ao minimizar a importância da Organização do Tratado do Atlântico Norte sem a presença dos Estados Unidos.
O presidente norte-americano afirmou que Rússia e China não temeriam a Otan sem Washington e voltou a justificar ameaças de anexação da Groenlândia, território ligado à Dinamarca, alegando interesses estratégicos no Ártico.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que um ataque entre membros da Otan colocaria fim à aliança. Oito países divulgaram comunicado conjunto defendendo a soberania dinamarquesa, embora especialistas considerem a resposta limitada.





