O estado cuja cultura é fortemente marcada por imigrantes internos lidera o ranking nacional de divórcios. Rondônia, onde cerca de 40% da população nasceu fora do estado, especialmente vindos das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, apresenta a maior taxa de divórcios do país, com 4,9 separações por mil habitantes.
A composição populacional diversificada, formada por sucessivas ondas migratórias, criou um ambiente social em que vínculos familiares tradicionais são menos presentes, o que influencia a dinâmica dos relacionamentos e a estabilidade conjugal.
Em 2024, o Brasil registrou 428.301 divórcios, número 2,8% menor do que em 2023. Apesar da queda nacional, o Norte seguiu em direção oposta, registrando aumento de 9,1% nas separações.

Mudanças no tempo de união e distribuição por estado
O tempo médio entre o casamento e a separação diminuiu no país. Em 2010, o intervalo médio era de 16 anos; em 2024, caiu para 13,8 anos. A idade dos divorciados se mantém relativamente estável: homens se separam, em média, aos 44,5 anos, e mulheres aos 41,6 anos.
Entre os estados com maiores índices, além de Rondônia, aparecem Distrito Federal (3,8), Mato Grosso do Sul (3,7), São Paulo (3,5) e Goiás (3,5). Na outra ponta, Roraima registra apenas 0,2 divórcios por mil habitantes.
Embora o IBGE registre casamentos homoafetivos desde 2013, o número total de divórcios analisados no relatório atual considera apenas casais heterossexuais. Segundo o instituto, a exclusão ocorre porque muitos cartórios ainda não registram separações homoafetivas de maneira completa, o que inviabiliza a consolidação estatística nacional.





