O Rio Grande do Sul aparece no topo do ranking nacional de obesidade entre adultos, com 42% da população afetada, segundo dados recentes de monitoramento em saúde. O cenário estadual acompanha uma tendência observada em todo o país: desde 2006, a prevalência da obesidade nas capitais brasileiras cresceu 118%, conforme levantamento da pesquisa Vigitel.
O avanço do excesso de peso é atribuído a uma combinação de fatores. Especialistas apontam que mudanças no padrão alimentar, maior consumo de produtos ultraprocessados, redução da prática de atividades físicas, privação de sono e condições socioeconômicas têm contribuído para o agravamento do quadro. Embora a genética também exerça influência, o estilo de vida é considerado determinante na maioria dos casos.
Quando se observa o panorama nacional, o Brasil registra 25,7% de obesidade entre adultos, índice que sobe para 62,6% ao incluir pessoas com sobrepeso. Já dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) indicam situação ainda mais preocupante entre usuários da atenção primária do SUS, com 36,3% apresentando obesidade e 70,9% acima do peso.

Passo Fundo supera média estadual
Em Passo Fundo, os números são ainda mais alarmantes. Dados de 2025 do SISVAN mostram que 43,1% da população acompanhada pela rede pública municipal está enquadrada em algum grau de obesidade, percentual superior à média estadual.
Do total registrado, 25% correspondem à obesidade grau I, 11,2% ao grau II e 6,8% ao grau III, considerado o estágio mais grave da doença. Na prática, isso significa que mais de quatro em cada dez adultos atendidos na atenção básica convivem com a condição, o que amplia o risco de complicações como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.
O problema não se restringe a um único município. Em Carazinho, a taxa chega a 44,7%, superando Passo Fundo. Já Marau registra 43,2%, enquanto Soledade apresenta 34,7% — número menor que os demais, mas ainda considerado elevado.





