Santa Catarina se prepara para ingressar de forma mais ativa no setor de defesa, com foco na produção de armamentos e equipamentos para o Exército Brasileiro. O tema foi debatido em encontro da FIESC que reuniu indústria e Forças Armadas para apresentar demandas de 2026.
O Exército quer fortalecer a indústria nacional, reduzindo a dependência externa e incentivando a inovação tecnológica. Durante o encontro, o General de Divisão Tales Eduardo Areco Villela, diretor de Fabricação do Exército, destacou a necessidade de inovação e de ampliação da capacidade industrial para atender projetos estratégicos das Forças Armadas.

Projetos estratégicos e cenário de defesa
Entre as principais oportunidades estão a produção de componentes de morteiros, armamentos, simuladores, coletes balísticos e veículos militares. Um dos exemplos citados foi o desenvolvimento do morteiro de 81 mm, cuja fabricação envolve a produção local do tubo, enquanto outros componentes são fornecidos por empresas nacionais.
Também estão em pauta projetos como o veículo Cascavel NG, obuseiros e drones, voltados à modernização dos meios operacionais do Exército. O debate incluiu ainda a influência do cenário geopolítico internacional na política de defesa.
Segundo especialistas, as tensões globais reforçam a necessidade de integração entre indústria, tecnologia e defesa, garantindo maior autonomia e soberania ao país. Para apoiar esse movimento, a FIESC anunciou a quarta edição da SC Expo Defense, marcada para 21 e 22 de maio, com apoio do Ministério da Defesa.
O evento busca aproximar empresas, governo e Forças Armadas. Além disso, uma nova chamada pública da FINEP disponibiliza R$ 300 milhões para incentivar projetos inovadores no setor de defesa, ampliando as oportunidades para a indústria catarinense.





